11 de fevereiro de 2018

Tianyulong, um dinossauro com "penas" inesperado

Crédito: Li-Da Xing

O Tianyulong ("dragão de Tianyu") é um pequeno dinossauro ornitísquio do final do Jurássico, que viveu na China há 158,5 milhões de anos e media cerca de 70 cm de comprimento. Era primariamente herbívoro, mas seus dentes diferenciados também podiam mastigar carne, o que faz dele um animal possivelmente onívoro. Sua característica mais notável é a presença de estruturas dérmicas semelhantes a penas no dorso, o que sugere que a origem destas ocorreu muito antes do que se pensava.

26 de janeiro de 2018

Gliptodonte, o tatu encouraçado

Crédito: Pavel Riha, 2005

O gliptodonte (do grego "dente estriado") é um grande mamífero, parente dos tatus, que viveu durante o Pleistoceno até o início do Holoceno, de 2,5 milhões a 11 mil anos atrás. Surgiu na América do Sul e posteriormente migrou para a América Central. Com sua armadura óssea arredondada e patas atarracadas, sua aparência lembra superficialmente um jabuti, mas chegava a 3 m de comprimento, 1,5 m de altura e 1 tonelada.

12 de janeiro de 2018

Éon Proterozoico

Célula procariótica e várias formas de cianobactérias
Crédito: Christian Jegou/Publiphoto Diffusion

O éon Proterozoico é a faixa de tempo compreendida de 2,5 bilhões a 541 milhões de anos atrás. É a parte mais recente do superéon Pré-Cambriano, vindo logo após o éon Arqueano. O nome significa, em grego, "anterior à vida", porque costumava-se acreditar que a vida teria surgido somente no éon seguinte, o Fanerozoico. Hoje, porém, sabe-se que os primeiros estágios da vida na Terra ocorreram muito antes disso. O Proterozoico divide-se em três eras geológicas: Paleoproterozoica (2,5 a 1,6 bilhões de anos atrás - Ga), Mesoproterozoica (1,6 a 1 Ga) e Neoproterozoica (1 Ga a 541 Ma).

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Proterozoico.
© Mundo Pré-Histórico

As placas tectônicas do planeta estavam bastante ativas durante o Proterozoico, ocorrendo sucessivas colisões e separações de massas terrestres. Surgiram os primeiros protocontinentes, ou crátons - estruturas geológicas estáveis que seriam os "embriões" dos continentes atuais. Na era Paleoproterozoica, entre 2,1 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás, as terras emersas formaram o supercontinente Colúmbia, que rompeu-se entre 1,5 e 1,35 bilhão de anos atrás, aproximadamente. Os fragmentos derivados da ruptura de Colúmbia juntaram-se novamente, entre 1,3 bilhão e 900 milhões de anos atrás, no Neoproterozoico, criando o supercontinente Rodínia, que dividiu-se entre 750 e 633 milhões de anos atrás. No final da era Neoproterozoica, cerca de 600 milhões de anos atrás, os continentes do sul unificaram-se e deram origem ao Gondwana.

Disposição dos continentes há 600 milhões de anos, no período Ediacarano.
Crédito: Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

5 de janeiro de 2018

Inostrancevia, o maior predador do final do Permiano

Inostrancevia ataca filhote de Scutosaurus
© 2008 Dmitry Bogdanov

O Inostrancevia é um sinápsida terápsida extinto do norte da Rússia. Viveu no final do período Permiano, de 260 a 254 milhões de anos atrás. É o maior membro conhecido da família dos gorgonopsídeos, predadores aparentados aos mamíferos, caracterizados por longos caninos semelhantes aos dos dentes-de-sabre.

26 de dezembro de 2017

Ornitoqueiro, um dos primeiros pterossauros descobertos

© 2008 Julius T. Csotonyi

O ornitoqueiro é um pterossauro do início do período Cretáceo, que viveu no Reino Unido, há 110 milhões de anos. Vestígios indicam que era um réptil voador de porte médio, estimado em 5 m de envergadura e 45 kg. Seu nome significa, do grego, "mão de pássaro" - na época em que foi descrito, acreditava-se que os pterossauros eram os ancestrais diretos das aves.

11 de dezembro de 2017

Metopossauro, o grande anfíbio

Metoposaurus e o pequeno anfíbio Gerrothorax
© Andrey Belov

O metopossauro ("lagarto dianteiro") é um anfíbio temnospôndilo do final do Triássico, que viveu na Europa e América do Norte, entre 230 e 201 milhões de anos atrás. Alimentava-se principalmente de peixes, que capturava com sua boca ampla, cheia de dentes aciculares afiados. Media até 3 m de comprimento, pesava cerca de 454 kg e vivia em rios e lagos. O metopossauro e seus parentes mais próximos são caracterizados pelos olhos posicionados bem à frente na cabeça.

30 de novembro de 2017

Postosuchus, o predador do Triássico

(Autor desconhecido)

O Postosuchus ("crocodilo de Post") é um réptil arcossauro semelhante aos crocodilos, que viveu na América do Norte no final do Triássico, de 221 a 203 milhões de anos atrás. Media até 5 m de comprimento, 1,2 m de altura e pesava de 250 a 300 kg. Seu habitat era um ambiente tropical, úmido e quente, onde cresciam gimnospermas, fetos e cicadófitas. Era um dos maiores predadores da região durante essa época, maior do que os dinossauros carnívoros de então, como o celófise. Provavelmente predava dicinodontes (herbívoros distantemente relacionados aos mamíferos), anfíbios e répteis.